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Título original: Cars
País de origem: EUA
Ano: 2006
Gênero: Animação
Duração: 116 minutos
Distribuidora: Buena Vista
Direção: John Lasseter e Joe Ranft
Roteiro: Robert L. Baird, Dan Fogelman, Dan Gerson, Bonnie Hunt, Phil Lorin, Kiel Murray e Steve Purcell.
Elenco: Owen Wilson, Paul Newman, Bonnie Hunt, Cheech Marin, Tony Shalhoub, Michael Keaton. Na dublagem brasileira, temos as vozes de Daniel Filho e Priscila Fantim.
Nota:



Carros

Publicado em 30/6/2006 às 00:01

Texto por Carlos Cyrino

Certo, geralmente quem cuidaria dessa resenha seria o Corrales, o crítico oficial de animações aqui no DELFOS, mas, por obra do destino, novamente um filme que ele queria ver caiu nas minhas mãos.

A essa altura o delfonauta já deve saber que eu não sou muito chegado em longas de animação, mas nem por isso dispensaria a chance de conferir o novo filme da Pixar que, a cada ano, contribui mais e mais para que eu reveja meus conceitos a respeito dessas obras.

Pois é, Carros é muito bom, à altura de todos os outros desenhos da produtora. É impressionante como eles conseguem manter a média de qualidade. E mais, esse foi o filme deles do qual eu mais gostei. Curti Carros bem mais do que Os Incríveis, que pela temática super heroística, tinha tudo para ser o meu favorito.

Mas, antes do prato principal, há o já tradicional curta que acompanha o longa. O filminho da vez chama-se A Banda de um Homem Só, e é um verdadeiro exercício de narrativa sem falas. E é muito mais difícil contar uma história em apenas cinco minutos que em 116. Divertidíssimo e uma boa abertura para a atração principal propriamente dita.

Voltando a Carros, agora, ao invés do universo dos super-heróis, a temática é voltada para os automóveis. Relâmpago McQueen é um possante carro de corrida, a sensação do campeonato de corridas em pistas ovais, tipo a Nascar e pode ser o primeiro estreante a levar o caneco da Copa Pistão. Mas para isso deverá vencer uma corrida de desempate em Los Angeles.

No trajeto para a cidade, acaba se perdendo na mítica Rota 66 e vai parar numa cidadezinha no meio do deserto. A cidade não recebe mais visitas, pois as grandes rodovias não passam por ela. Assim, seus poucos habitantes passam os dias sem nada pra fazer e sem nenhum freguês para seus estabelecimentos.

Antes de continuar, vale um comentário: não há humanos no filme, apenas carros e outros veículos motorizados. Assim, o público das corridas de Relâmpago são carros, os habitantes da cidadezinha são carros e até as moscas são simpáticos fusquinhas alados! E o mais insano: tratores portam-se como vacas. Eu diria que só isso já vale o preço do ingresso.

Enfim, Relâmpago causa uma confusão no pequeno local e é obrigado a passar um tempo lá contra sua vontade. E nessa parte podemos ter uma idéia da força criativa da Pixar. McQueen, convivendo com os simpáticos veículos habitantes do lugarejo, começa a gostar do local, vira amigo de todos e descobre que a amizade pode ser mais importante do que uma carreira e/ou um título.

Enfim, esse argumento não é nenhuma novidade. De sopetão, dá pra lembrar de pelo menos uns três filmes com o mesmo mote (alguém lembra de Dr. Hollywood, com o Michael J. Fox?). Mas o roteiro é tão bom, tão bem tramado, que mesmo essa história batida parece novinha da silva, e prende a atenção até o fim.

E não há como não simpatizar com os moradores do local. Mate, o guincho de sotaque caipira, é sem dúvida a figura mais engraçada do longa, com as melhores falas. Há ainda a Porsche Sally Carrera, interesse amoroso de Relâmpago, a Kombi hippie e lesada Ramone, e Luigi, um carrinho italiano apaixonado por Ferraris. Esses foram apenas os personagens mais legais, ainda há muitos outros coadjuvantes de primeira, e cada um tem seu grande momento.

Tecnicamente, o filme é de uma perfeição que me deixou de queixo caído. As texturas são perfeitas. Dá vontade de esticar o braço e tentar tocar os carros, esperando que eles sejam reais. Preste atenção na cena onde Relâmpago ganha uma pintura nova, é de babar.

E algumas tomadas, especialmente cenas noturnas das estradas, parecem simplesmente terem sido filmadas de verdade, em live action, tamanho o realismo conseguido. Sério, eu cheguei a duvidar que essas partes fossem animação (e são). Visualmente, é a animação mais bonita e perfeita que já vi. Haja dinheiro e equipe técnica para conseguir um resultado desses!

Porém, nem tudo são flores, e Carros derrapa numa única cena, bem piegas e clichê de desenhos animados, envolvendo sentimentalismo barato e música. Quando surgirá um desenho que não use ao menos uma canção como muleta narrativa? Nessa parte, o filme quase sai da pista, mas a cena é bem curta, e depois dela, o filme volta a acelerar a toda (hah, sacaram o uso dos jargões automobilísticos? Eu sempre quis fazer isso).

Outra coisa, assisti ao filme em versão dublada, então não pude conferir as vozes originais de Owen Wilson (Relâmpago), Paul Newman (Doc Hudson, meio que o chefe da cidade e que esconde um segredo) e Michael Keaton (Chick Hicks, principal rival de Relâmpago nas pistas). No entanto, a dublagem brasileira é muito boa, com um excelente trabalho de adaptação das piadas. Claro, é sempre melhor ver o filme com o som original, mas se você for levar alguma criança pequena para conferir a película, a dublagem em português deve satisfazê-lo.

E uma dica: não saia antes do fim dos créditos. Há uma cena surpresa lá no finzinho. Não chega a ser vital para a trama quanto a última cena de X-Men: O Confronto Final, mas é um mimo bem divertido.

Carros mantém a soberania da Pixar na animação e não mostra sinais de um possível cansaço. Ou seja, pode esperar por mais obras-primas do gênero vindo aí. É um verdadeiro espetáculo de qualidade, tanto em um roteiro muito bem construído como em supremacia técnica. Ou seja, mais que recomendado, é um filme obrigatório para todos os apreciadores de um bom espetáculo cinematográfico. Então, acelere para os cinemas, mas tenha cuidado para não exceder o limite de velocidade!

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