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Título original: Contagion
País de origem: EUA
Ano: 2011
Distribuidora: Warner
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Scott Z. Burns
Elenco: Matt Damon, Kate Winslet, Jude Law, Gwyneth Paltrow, Marion Cotillard e Laurence Fishburne.
Nota:



Contágio

Publicado em 28/10/2011 às 00:00


O Steven Soderbergh é o diretor mais produtivo da atualidade. Ele é também o que tem a maior quantidade de filmes analisados pelo DELFOS. Isso não acontece porque temos uma saudável preferência pela sua obra, mas porque nenhum outro diretor lançou tantos filmes nos últimos oito anos quanto esse cara. Sério, clique no nome dele após terminar de ler este texto e veja quantos resultados a busca retorna. É assustador! =D

Em geral, não sou um grande fã do sujeito, mas admito que estava ansioso para Contágio. Além da sua divulgação interessante, tinha potencial para ser um daqueles filmes de zumbis sem zumbis, tipo Ensaio Sobre a Cegueira, manja? Pois regozijemo-nos em regozijo, amigo delfonauta. Contágio cumpre o que promete, e mais.

SAI DE PERTO DE MIM!

Como você já deve, no mínimo, deduzir, Contágio conta a história de uma pandemia que se transmite pelo ar e pelo toque. Isso obriga as pessoas a viverem em isolamento social, enquanto a OMS e outros órgãos trabalham em busca de uma vacina ou uma cura.

Temos uma pancada de personagens aqui. Dos cientistas trabalhando na vacina (Laurence Fishburne e Kate Winslet) até o cidadão comum que quer proteger a filhinha (Matt Damon) passando, claro, pelo jornalista inescrupuloso a fim de ganhar uns tostões (Jude Law).

São várias histórias mostrando como diferentes tipos de pessoas reagiriam. Algumas delas se cruzam, outras não. Felizmente, a montagem hábil não dá aquela sensação de coito interrompido tão comum em filmes que seguem este tipo de narrativa (Babel vem à mente) e faz com que todas as histórias, em maior ou menor grau, sejam interessantes.

Já que falamos em interessante, é muito legal ver os procedimentos do governo e dos cientistas para lidar com isso, e o ar documental e a filmagem digital dá um ar de veracidade ao longa. No mínimo, o faz parecer real, ainda que possa ter fantasiado algumas coisas.

O que não fantasiou, obviamente, é o pânico e a violência com a qual o público reagiria a uma situação como essa, especialmente após receber a notícia de que será um dos últimos a receber a vacina. Aí entraria a parte do “filme de zumbis sem zumbis” e, embora Contágio arrisque este caminho, não o aprofunda da mesma forma que o cinema Z costuma fazer. Este simplesmente não é o foco.

Infelizmente, o ar documental que elogiei há pouco também dá ao filme uma cara feia, a ponto de causar estranhezas ao pensarmos que ele vai estrear em IMAX. Isso fica ainda mais grave pela direção de arte. O filme tem várias legendas que mostram há quantos dias a epidemia começou ou a localização, e essas legendas estão simplesmente horríveis. Parecem montagens feitas no Photoshop por alguém sem a menor noção de design.

Mas não foi por isso que o longa não ganhou o Selo Delfiano Supremo. O único problema sério mesmo no filme é que algumas histórias importantes, como a de Kate Winslet, não ganham uma conclusão satisfatória, apenas sugerida. Enquanto isso, outras totalmente secundárias, como a do faxineiro que era um tradutor na série Lost (fiquei orgulhoso por reconhecer o ator e lembrar de onde o conhecia! =D), terminam “bonitinhamente”.

Esse é o tipo de coisa que você acaba percebendo apenas um tempinho depois do filme, ao repassá-lo na sua cabeça, e com certeza não é nada considerável, ou que deva convencê-lo a não conferir o filme. Pelo contrário, Contágio é um filmão que merece ser assistido, e como vimos raríssimas vezes este ano. Vamos ver agora qual será o próximo projeto do Soderbergh a estrear, provavelmente daqui a umas duas semanas. =D

Leia mais sobre Contágio, Steven Soderbergh, Matt Damon, Laurence Fishburne, Zumbis.


  


 
Comentário de Marcus Torreão, em 8/11/2011, às 04:19
[ATENÇÃO: meu comentário é praticamente um SPOILER, então, se não assistiu Contágio, não leia]

Corrales, você diz que o foco não é deixar a Terra vazia de seres humanos, como num filme de zumbis. Mas, cara, eu te digo: bem que poderia ser. E se fosse seria nada menos que absolutamente maravilhoso! Sim, porque na minha opinião o filme parece, sim, caminhar para um apocalipse inevitável. Chega até a ser broxante quando o enredo dá aquela guinada e tudo começa a dar certo e a voltar ao normal. Bate-me uma certa indignação quando percebo que todos os filmes de pandemia acabam bem, e me indigno mais ainda sabendo que Contágio poderia ser diferente. Até preferia que a película terminasse no meio do caos e uma continuação fosse anunciada, desenvolvendo o panorama de uma civilização humana à beira da extinção.

Mas de todo modo o filme, no que se propõe, é mesmo muito bom. Verei-o de novo, com a princesa, que cursa biomedicina e é louca varrida por pandemias virais, superbactérias e biossegurança nível 4. XD


Comentário de rudrigui, em 3/11/2011, às 13:21
Corrales, é inegável que suas resenhas são excelentes e retratam muito bem os que os filmes passam, mas vou ser sincero, esse filme ter ganho nota 5 foi meio que estranho....assisti semana passada e fui surprendido pelo seu julgamento, esperava uma nota 2 ou no maximo 3....história monótona, sem graça, sem vida, chega a causar agonia de tão parada que é....resumo: grande elenco pra um fraquissimo filme! Vc deve ter ganhado um agrado de Steven Soderbergh pra escrever essa resenha..hehehe
Comentário de Mores, em 30/10/2011, às 11:35
Kate Winslet, Marion Cotillard?
Já vale o ingreso!!!
Comentário de Alex Sander C., em 30/10/2011, às 05:39
Bom, sou fã do site e sempre acompanho as resenhas, raros são meus posts, no entanto neste eu preciso opinar:

Que filme mais sem graça é este ein, sinceramente, é como sentar no sofá pra ver a sessão da tarde e logo depois se ver pegando no sono diversas vezes, já não esperava muita coisa pela história mais do que clichê, e o fim é ainda mais decepcionante. Eu teria ganhado mais se tivesse literalmente dormido no cinema, abraço a todos.
Comentário de JPferraz, em 28/10/2011, às 16:58
Nota mental:"Só ler uma resenha no Delfos após ver o filme"

Agora eu sei que o faxineiro vai se dar bem de alguma forma...=/

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