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Pensamentos Delfianos
Guitar Hero, Rock Band e o fim da música

Publicado em 15/4/2008 às 00:00



O embrião deste texto surgiu quando estava lendo uma entrevista com o Joe Quesada e perguntaram para ele o que ele achava das pessoas que falavam que os jovens de hoje preferem tocar Guitar Hero a aprender instrumentos de verdade. Quando li aquilo, pensei: “mas que espécie de idiota diria uma coisa dessas?”, e continuei fazendo minhas coisas.

Depois, quando saiu o Rock Band, e eu estava pesquisando os potenciais locais para compra, li um monte de comentários de usuários que diziam coisas como “pelo preço desse jogo, você compra um instrumento de verdade”, “deixa de ser preguiçoso e aprende a tocar” e coisas assim, e foi daí que vi que realmente existiam pessoas que achavam isso e foi quando coloquei a possibilidade de escrever sobre o assunto na minha lista de coisas a fazer.

Finalmente, há algumas semanas, quando publicamos a resenha do Rock Band, qual não foi minha surpresa ao constatar que a discussão chegou aqui no DELFOS antes mesmo de eu escrever sobre isso? Ok, diante da vontade do povo, adiantei meu cronograma para falarmos sobre isso.

Depois dessa introdução, devo pedir desculpas ao povo que manifestou a opinião contrária na resenha, mas achar que esses jogos de música realmente afastam as pessoas dos instrumentos reais é uma idéia muito mal refletida, de alguém que visivelmente não sabe nada de videogame, nem de música. E, nas próximas linhas, vou explicar o porquê.

Uma das grandes graças do videogame é que ele consegue fazer o jogador se sentir como se estivesse fazendo coisas que nunca fará na vida real, seja por escolha ou por incapacidade mesmo. Quem joga videogame e se sente “apertando botõezinhos” não sabe aproveitar tudo que essa fantástica máquina nos oferece, pois qualquer jogador que se preze sabe que jogar não é apertar botõezinhos. Dependendo do game, você pode praticar esportes, escalar montanhas, salvar o mundo de um tirano malvado ou até mesmo (o meu preferido) ser esse tirano malvado, que destrói pretensos heróis intrometidos e com tendências comunistas (uma provocaçãozinha desnecessária, só para irritar os xiitas de esquerda e o Torquemada). E isso é que é legal!

A vida humana é cheia de frustrações e boa parte das coisas que queremos ser ou fazer, não nos é possível por pura falta de tempo, ou mesmo de vontade. O videogame possibilita que extravasemos algumas dessas frustrações. E, convenhamos, a maior parte de nós, por mais que tente, nunca vai tocar guitarra como o Ritchie Blackmore (nem para um público tão grande), nem vai “esqueitar” como o Tony Hawk e, felizmente, não vai para a guerra matar nazistas.

Achar que o Guitar Hero e afins vão tirar a vontade das pessoas de tocar instrumentos reais é uma opinião diametralmente oposta àquelas velhas chatas que acham que jogos como o GTA vão fazer seus netinhos que mal conseguem se defender dos bullies escolares saírem por aí roubando carros e atropelando prostitutas. E é ser tão burro quanto. Na verdade, até mais, pois as velhinhas que defendem esse tipo de coisa mal entendem o que é um videogame – e é da natureza humana temer o que não entendemos. Já quem teme pelo fim dos instrumentos, em especial se visitam o DELFOS, aparentam pura hipocrisia. Eles sabem muito bem o que é e para que serve um videogame, provavelmente jogam até mais do que muita gente, mas falam esse tipo de coisa para se fingir de tremendões, de defensores da música. Manja aquele cara que vive falando para todo mundo apoiar o Metal Nacional, mas se você perguntar o que ele ouve além de Angra, Shaman e Sepultura, ele se perde? É por aí.

Eu acredito, e já manifestei essa opinião outras vezes aqui, que o ser humano é uma criatura intrinsecamente violenta. Assim, está na nossa própria natureza acabar com a nossa própria raça e não tem nada que possamos fazer sobre isso. Contudo, vários de nós, embora tenham essa sede por sangue, assim como qualquer um, não querem sair por aí matando pessoas. Aí entram os jogos violentos, que junto com qualquer outra mídia e forma de arte que aborde a violência, ajudam a gente a manifestar esse sentimento nada bonito de forma positiva, sem machucar ninguém.

Aliás, existem outras formas socialmente aceitáveis de colocar essa violência para fora de forma positiva. Por exemplo, sempre achei que médicos eram as pessoas mais sádicas da sociedade, simplesmente porque a maior parte de nós não conseguiria conviver com tamanho sofrimento alheio – e muito menos negar ajuda a alguém que não possa pagar. Embora a maioria dos profissionais de saúde não tenha coragem de assumir isso (talvez nem para si mesmo), é esse sadismo que permite que eles continuem vivendo – e usando esse “lado negro” para o bem. Afinal, um cirurgião pode saciar sua sede de sangue nas operações, ajudando uma pessoa que, se não fosse pelos cortes que ele fez, estaria morta.

Através do videogame, podemos colocar nossa violência para fora enquanto brincamos de guerra, de fatalities e de outras atrocidades (aliás, acredito que este texto será um prato cheio para o Torquemada) sem machucar ninguém. A maior parte de nós não tem a menor vontade consciente de realmente fazer essas coisas na vida real, mas a possibilidade de fazermos no mundo virtual, nos permite ser pessoas mais calmas e mais felizes no dia a dia. Assim, de forma lógica, demonstrei que os jogos violentos não transformam um cidadão inocente em um assassino. Pelo contrário, apenas possibilita que o dito-cujo não reprima esses sentimentos e continue vivendo como o carinha de bem que sempre foi.

Por outro lado, nenhuma pessoa sensata tem alguma coisa contra praticar esportes ou arte. E enquanto está cada vez mais comum ver esses guardiões do Rock, eu nunca soube de algum caboclo que realmente achasse que Fifa Soccer ia fazer com que nossas crianças não jogassem mais futebol. Mas a lógica é a mesma, afinal, trata-se de uma atividade saudável, que o videogame simula. E se ninguém tem nada contra esportes ou arte, não tem porque não levar essas atividades do videogame para a vida real. Nesses casos, portanto, se jogos como o Guitar Hero, Tony Hawk, Fifa Soccer, ou qualquer outro vão afetar nossos pimpolhos, será de forma positiva, levando-os a praticar – ou ao menos tentar – fazer isso no mundo real.

Dizer que tem cada vez menos headbangers querendo tocar em uma banda é pura ilusão. Pegue qualquer revista de música na seção de classificados e você vai encontrar um monte de músicos que procuram banda e vice-versa. Tente um contrato com uma gravadora e você vai sentir quantas outras bandas querem aquela vaga. Finalmente, tente fazer um show e sinta na pele quantas bandas querem tocar ali. Músicos existem aos montes, e se o Guitar Hero vai fazer algo para mudar isso, sem dúvida vai ser para aumentar exponencialmente a concorrência.

Encare o Guitar Hero e afins como um demo. Um sujeito que nunca teve interesse em tocar alguma coisa, pode ver através do jogo como isso é legal e acabar procurando aprender um instrumento de verdade. Afinal, no jogo ele pode tocar umas 70 músicas, mas na vida real, esse número aumenta em progressão geométrica, sem falar que abre a possibilidade de ele mesmo se expressar através das notas musicais (ou seja, compor) e isso é muito mágico.

Para defender a minha opinião, apresento minha própria história. Na minha adolescência, eu queria tocar guitarra e acabei ganhando uma. Toquei por algum tempo, mas acabei desistindo diante da imensa dificuldade em conseguir fazer qualquer som agradável sair dela. Assim, ela ficou encafifada em algum lugar da minha casa durante muitos anos.

Finalmente, veio o Guitar Hero e me fez ver quão legal pode ser tocar Free Bird e outros grandes clássicos do Rock que muito me apetecem. Isso acendeu em mim aquela chama adolescente que queria fazer música e eu cheguei até a compor algumas coisas (uma em especial para um projeto ultra-secreto que você em breve conhecerá) no piano que tinha em casa – e que era praticamente peça de decoração.

Não satisfeito, quase uma década depois, eu resolvi tirar o pó da minha guitarra e voltar a tocá-la. Para minha surpresa, percebi que, graças ao jogo, estava com muito mais facilidade para fazer acordes e para mover minha mão e meus dedos através do braço, que eram minhas principais dificuldades de anos atrás. Ainda assim, a lógica da guitarra (posição das notas e tal) é algo meio ilógico para mim, e descobri que tenho muito mais facilidade em criar coisas legais no piano.

Mas tem mais. Um dos principais argumentos de venda do Rock Band é que se você consegue tocar a bateria do jogo no Hard ou no Expert, você consegue tocar uma bateria de verdade. Ou seja, enquanto o Guitar Hero serve de exercício para os dedos, o Rock Band ensina a tocar bateria! E tudo isso de forma muito mais divertida do que qualquer aula dada em instrumentos de verdade. Aliás, não duvido nada que o jogo também ensine o jogador a cantar. Afinal de contas, ao contrário de um videokê, ele mostra as notas que você tem que alcançar e avisa quando você canta fora do tom.

Para completar, eu, que humildemente admito ter um conhecimento considerável de vários estilos do Rock, conheci um montão de músicas legais nesses jogos. E isso também é legal pra caramba.

O Guitar Hero e seus asseclas não vão acabar com a música. Pelo contrário, vão deixá-la ainda mais forte e mais competitiva, pois vai mostrar para muita gente quão legal pode ser tocar um instrumento ou mesmo simplesmente ouvir Rock. Então vamos parar de sair falando besteira por aí, pois tenho certeza que ninguém que acessa o DELFOS acha que GTA vai fazer alguém sair por aí roubando o primeiro carro que aparecer na rua. Nem 8, nem 80, meu amigo. E isso vem de um cara que normalmente é deveras maniqueísta, hein? ;)

Curiosidade:

- Há alguns anos, os EUA financiaram a criação de um jogo gratuito chamado America’s Army, que visava incentivar os jovens a se alistar no exército. Sabendo que não seria a violência extrema que atrairia as pessoas, o game é focado em treinamento, trabalho de equipe e até mesmo em lealdade e fidelidade. Em outras palavras, nas coisas positivas que existem em um exército. A coisa deu tão certo que virou até uma franquia e teve jogos vendidos comercialmente para consoles mais recentes, como o Xbox 360.

Isso me lembra:
Pensamentos Delfianos

 
Comentário de Fenriz, em 18/4/2008, às 23:16
Bom, eu tenho que ser sincero: Eu não sei nada de videogames. Absolutamente nada de lançamentos, novos consoles, nada. O último videogame que tive foi um Play1, e vendi ele para comprar um contra-baixo mequetrefe. Eu tenho preconceito contra jogos desse tipo por nunca ter jogado. Isso é um problema!! Eu sou um preconceituoso, e custo a adimitir isso. Todos nós somos preconceituosos. Nunca me interessei em jogar também. Quando assisto meus amigos jogando GH, fico com sono. Talvez por tocar guitarra eu tenha essa ilusão de que as pessoas perderam interesse em aprender a tocar instrumentos para jogar Guitar Hero. Eu ainda tenho essa bendita impressão, sabe? E, pensando bem, o Fifa e o Winning Eleven não fizeram os jogadores de futebol pararem de jogar. Quando era um pivete eu tinha esse sonho de ser um jogador de futebol, e nunca tive capacidade e talento para concretizá-lo. Recorria ao Winning Eleven. Ainda tenho essa paranóia que menos headbangers querem tocar numa banda, entende? Na verdade, é um trauma. É o seguinte: Conheço uns dez headbangers somente. Formei uma banda com quatro destes amigos, e depois de um tempo, alguns foram perdendo o interesse em aprender a tocar, abandonaram as aulas e ficaram jogando videogame. Sobraram apenas dois, e não demos conta do recado. E os outros seis? Bom... Tóxicos demais, namoradas demais. Mas eu não sou guardião do rock, jamais serei, não tenho conhecimento para isso e sinceramente, não faço a menor questão. É minha opinião, posso mudá-la constantemente, não por falta de caráter, neurônios, fósforo, senso crítico ou qualquer outra coisa. Ah sim, o Guitar Hero e o Rock Band não irão acabar com a música, assim como os downloads também não acabarão com ela. Meu preconceito, como a maioiria dos preconceitos, é contra o novo, contra o estranho. Talvez seja hipocrisia, mas não é burrice, jamais será burrice. Cabe a mim admitir que ajo e, provavelmente continuarei a agir de maneira preconceituosa. E, na minha estapafúrdia opinião, não falei nenhuma besteira, nem agora, nem anteriormente. Como o Corrales sempre pregou, é a democracia. Humildemente, admito que só sei que não sei nada. Tamos entendidos? Ressalto, não é burrice, mas é preconceito sustentado por um trauma ridículo que muitos considerariam hipocrisia. Mas é minha opinião e a mantenho, até que me provem o contrário. Até.
Comentário de LuiGi/Medo, em 16/4/2008, às 14:15
Não li a resenha do Rock Band, já que não o jogarei.
(por não ter o video game mesmo ¬¬) Mas acho que a criação desses jogos super válida, muito mais pela introdução que dá ao Rock, apresentando bandas como Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers Band e Judas Priest. E também acho que o jogo não te ensina a tocar, pode ser um incentivo a se dedicar algum instrumento, mas não ensina uma das principais caracteristicas de um músico, a capacidade de improviso. Obviamente não deixa de ser uma ótima diversão...
Comentário de R. Paulsen, em 15/4/2008, às 18:56
Salve, Birimbeto! Antes de mais nada, obrigado por responder de uma forma educada e civilizada. Mas eu entendo a proposta do jogo sim: divertir. Por isso disse no meu comentário: cada um na sua! Se você quer se divertir com o jogo, ótimo! E não quis usar a palavra "brinquedo" de forma pejorativa! Eu mesmo sou um viciado total em videogames, mas comecei com o nintendinho e não com o atari (embora tenha jogado muito atari depois de velho). O que eu acho errado é sair por aí dizendo que o jogo te ajuda a aprender música! E num ponto discordo de você: eu acho muito divertido estudar música, e mais divertido ainda tocar. Esses jogos, por outro lado, abordam a música como uma sequência de comandos que não fazem sentido, mas que se transformam em música se você decorar, exatamente como fazem os professores de música ruins, que te mandam decorar músicas sem explicar de onde elas saíram. Se fosse pra comparar com um videogame antigo, eu diria o "Dragon´s Lair" de PC (esse é do teu tempo? hehe), em que você tinha que decorar uma sequência de comandos pra fazer um desenho animado interativo seguir em frente. Eu particularmente acho esse tipo de jogo meio chato. Por fim, acho que esses jogos não vão substituir a música por um motivo bem simples: eles não te permitem criar nada, apenas "tocar" músicas pré-programadas. Se você tentar atrasar uma nota pra dar um charme especial (coisa que frequentemente se faz na guitarra de verdade), o jogo vai dizer que você errou! Não tenho nada contra o jogo como diversão. Keep rocking, seja nas guitarras de verdade ou nas de plástico :P.
Comentário de Birimbeto, em 15/4/2008, às 18:08
@R. Paulsen

Então de novo cê não entendeu a proposta do "brinquedo", velho. Eu, melhor do que ninguém, sei que Street Fighter e Mortal Kombat não te ensina a lutar Karate de verdade! Maaaaas, EU gosto de artes marciais, desde antes de gostar de videogame (treino desde criança, antes de ganhar meu primeiro Atari), e, mesmo tendo o "brinquedo", nunca vou deixar de praticar luta por causa do "brinquedo", porque, óbvio, são duas coisas diferentes. Mas, no caso de Guitar Hero e Rock Band: além de mim, tenho muitos amigos que adoram música (em especial rock), mas acho que nenhum, inclusive eu, quer ter que dedicar seu tempo livre (que é pequeno, afinal, a maioria, se não trabalha e estuda, ao menos ou trabalha ou estuda) a aprender todos os fundamentos da música para tocar um só instrumento, e daí correr atrás de fazer banda e tal para poder se divertir tocando (isso quando, na maioria absoluta dos músicos, não querem viver da música). Mas, ainda assim, achamos legal a idéia de juntar uma turma na frente da tv com esses instrumentos de brinquedo e nos sentirmos "as" estrelas por algumas horas. Ou vai dizer que tu nunca se amarrou, por menor que fosse, na idéia de se fechar naquelas cabines de simuladores de shoppings e, além de vôo/corrida, experimentar outros gêneros? Se as pessoas não curtissem esse tipo de escapismo, pra que então juntar aquela galera pra brincar de paintball? Ou tu acha que todo munda ia estar ganhando mais se "parasse de perder tempo com a brincadeira e fosse aprender a atirar em pessoas com armas de verdade", como o próprio Corrales deu a entender no texto? E é isso que ele, eu e outros apreciadores dos jogos defendemos. Eu ainda não joguei (também, caros pra burro, mas ainda vou conseguir comprar!), mas, só ao ver vídeos de gente jogando, já tenho certeza que vale a pena! A imersão gera diversão. Mas nem sempre a diversão depende da imersão, sacas? Abráss!
Comentário de R. Paulsen, em 15/4/2008, às 13:33
Hey... olha eu aqui de novo! Eu fui um dos que comentaram na resenha do Rock Band. Mas em momento nenhum eu disse que esses jogos afastam as pessoas da música de verdade. Apenas disse que não entendo por que tantas pessoas gastam tempo treinando nesses jogos e acabam nunca aprendendo uma música numa guitarra de verdade. Discordo do autor quando ele diz que esses jogos são um bom treinamento pra quem quer ser guitarrista. O fato de você ficar com os dedos mais ágeis é algo que você conseguiria até, por exemplo, teclando no MSN! Facilidade pra pegar acordes é ainda mais difícil de acreditar, já que a guitarra do jogo tem "casas", mas não tem "cordas". E, talvez o pior de tudo, as posições que o jogo pede não têm muita relação com a verdadeira maneira de tocar as músicas. Até aí, tudo bem. Pode não ajudar a aprender guitarra (em alguns casos acho que até atrapalha, levando em conta que um cara acostumado a fazer uma palhetada correta numa guitarra de verdade vai perder pra um jogador de guitar hero que usa os botões de um jeito totalmente irreal), mas é uma boa diversão. Cada um na sua. Se fizer mais pessoas terem vontade de aprender música, ótimo... mas, seguindo a linha de comparações entre games e realidade exposta no texto, achar que esses jogos podem fazer você melhorar como músico é como querer aprender a dirigir com Need for Speed: você pode até sacar os fundamentos, mas na vida real os desafios (e, por outro lado, as possibilidades) são diferentes. Nunca experimentei a bateria do Rock Band, e não sou baterista na vida real, mas acredito que boa parte das músicas do setlist do jogo nem sejam "tocáveis" num kit tão pequeno. Quanto ao vocal, mantenho a impressão que expressei no meu comentário anterior: é um videokezão. Avalia o tom, mas não avalia o timbre, o que frequentemente é até mais importante. Fazer música é uma arte, e esses jogos são apenas brinquedos. A minha bronca é justamente que muita gente (inclusive o autor desse texto) atribuem a esse brinquedo um valor que ele absolutamente não tem.
Comentário de ²¹¹² | Ivan | ²¹¹², em 15/4/2008, às 12:42
Concordo totalmente...

Pra mim jogos como Guitar Hero em vez de afastar as pessoas de começar a tocar um instrumento de verdade, acaba atraindo as mesmas que acabam conhecendo músicas que não conheciam e vendo como pode ser legal tocar um instrumento...

Na verdade pra mim o Guitar Hero abre todo o mercado do Rock para um número gigantesco de novos consumidores....e isso é exelente para as bandas quaisquer que sejam...(é só ver que agora o aerosmith viu isso e vai logo mandar um GH deles)

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