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Plataformas: Wii, PSP, PS2
Versão analisada: PSP
Desenvolvedora: Climax
Editora: Konami
Ano: 2010
Gênero: Terror
Nota:



Silent Hill – Shattered Memories

Publicado em 28/7/2010 às 00:00



Bairro do Itaim Bibi, São Paulo, 2010. O crítico que escreve nesse momento, caro delfonauta, estava em seu horário de almoço. Vestido como de costume para os estagiários de Direito, ou seja, de terno e gravata, entrou numa conhecida lojinha que comercializa games para vários consoles. A mesma loja em que, há mais de dez anos, havia comprado o jogo que mais o aterrorizou na vida. Que surpresa teve, então, quando viu que havia saído mais um game da franquia e, além de tudo, para o seu console predileto dos últimos três anos, o PSP! Digam o que disserem, não há coisa melhor do que um videogame portátil para os estagiários de Direito, que sempre são obrigados a esperar por horas nos fóruns e cartórios. E eu como um antigo admirador da Sega, jamais teria um Nintendo DS. Tenho um emulador para jogar Super Mario no PSP e é só!

No entanto, essa não foi a única surpresa do dia! Ao começar a jogar, este ex-crítico delfiano e atual estagiário deparou-se novamente com Harry Mason e sua pequena Cheryl correndo pela (praticamente a mesma) Silent Hill de anos atrás! Ah, não podia ser verdade! Finalmente entenderam a importância destes personagens e o quão bom seria revivê-los num remake, mas jogando numa plataforma que não fosse de 32 bits e demorasse 5 minutos para abrir cada porta da cidade! Ah, sim, era verdade! Mas não era tudo, portanto, vamos ao jogo.

Harry Mason está de volta, correndo pelas ruas à procura de Cheryl. Ele está sob o seu comando. Paralelamente a isto, você está se consultando com um psicólogo que vai lhe fazendo perguntas, provavelmente depois de toda a história de terror já ter se passado. Essa é a idéia inicial que o jogo parece mostrar. As conversas com o psicólogo são determinantes para que o game se adeque à personalidade do jogador e esse é o grande trunfo de Silent Hill – Shattered Memories.

Não entendeu? Vou dar um exemplo bem claro: em um determinado momento, o psicólogo pede para você colorir uma imagem em preto e branco de uma casa com um casal na frente. É a visão que você particularmente teria de uma família. Depois de tudo colorido, quando o jogo volta ao saudoso Harry Mason, eis que ele se depara com uma casa e ela está com as cores que você pintou! Aparecem então dois personagens com as roupas da cor que você mais gosta! Não é divertido? Pois bem, o game é inteiro assim.

Se você gosta mais de física e matemática do que de história da arte, provavelmente, na Midwich High School, a porta que estará destrancada para você será a do Planetário e não a Sala de Artes, ou seja, as perguntas do psicólogo vão pautando todo o jogo. Portanto tome muito cuidado com o que você vai dizer para ele, afinal, isso também interfere na dificuldade, como algo importante deixar de aparecer no seu mapa, levando-o a ficar correndo a esmo sem saber direito aonde ir... Agora, no parágrafo seguinte, vamos ao que todos gostam na franquia: o medo.

Prepare-se para sentir muito medo, caro delfonauta. Esse jogo me deu mais arrepios que o primeirão da série e isso é até admirável, pois causar esse pavor através de uma telinha de 4,3 polegadas, a meu ver, é mais difícil do que dentro de um aparato de home-theater com uma TV de LCD de 21 polegadas para mais. Realmente, em alguns momentos quase arremessei meu PSP contra a parede, tamanho o susto que levei. Primeiro, porque você, como Harry Mason, tem um celular que fotografa coisas do além-túmulo, o que, por si só, dá um calafrio na espinha a cada foto de dead people que você tirar. Segundo, outra inovação e para o desespero do Corrales, você não tem arma nenhuma. Em nenhum momento do jogo. Que eu me lembre, nenhum tiro é disparado, nem mesmo explosões. O que é muito bom porque isso aumenta a sensação de medo e deixa o game melhor ainda! Fugir de criaturas que gritam e saem correndo atrás de você é, de fato, desesperador e torna tudo mais difícil, mas não a ponto de você querer desistir de jogar, afinal, não é toda hora que rolam essas perseguições.

A história em si, depois de terminada, ou seja, depois de muitos enigmas e muitos sustos, muitas aparições, gritos de criança e criaturas do mal te perseguindo e do sangue escorrendo pela cabeça da enfermeira Lisa e das fotos do além, deixa uma sensação de dever cumprido e de que este é o melhor Silent Hill de todos, ainda que muitos delfonautas queiram sacrificar bodes para que eu queime para sempre na referida cidade depois de ter dito isso. Exatamente porque gostei muito é que concedi a esta obra prima dos games de terror o Selo Delfiano Supremo. Porque não há game de terror como Silent Hill e não há Silent Hill tão bom quanto Shattered Memories.

Isso me lembra:
Silent Hill

 
Comentário de Marcelo Divê, em 6/8/2010, às 12:42
Eu realmente gostei desse jogo.
Não sei nem dizer realmente o que gostei nele, o jogo flui muito bem, o gráfico é bonito e a história estranha te prende até o final.
Nunca joguei os outros jogos, pois detesto jogos em que eu passo um cagaço e não consigo avançar. Esse eu senti medo, mas era algo mais divertido do que realmente assustador. O nível de dificuldade do jogo não é lá muito alto, mas raramente eu gosto de passar horas do meu dia resolvendo um puzzle, a vida anda meio corrida. Não que isso me impeça de apreciar um Zelda de vez enquando, mas tudo bem.

O jogo é excelente, em resumo.
Comentário de LucasViking, em 28/7/2010, às 14:53
Honestamente? Eu odiei esse Silent Hill. Eles descaracterizaram TODOS os personagens do original, como o Castle Bravo disse, a dificuldade é ridícula, procurar itens é uma ofensa, os inimigos não tem criatividade nenhuma, e o jogo é chato.

E eu até gostei do perfil psicológico, mas eu sei que sou EXTREMAMENTE previsível, então, nem me assustei tanto assim.

Eu nunca passei medo jogando Silent Hill, sério. Muita gente diz que SM e o 2 são os melhores. Pra mim são os piores.

Eu jogo SH pela proposta do 1º (que é a mesma do 0rigins e do 3): vc é um cara normal que cai de para-quedas numa trama bizarrissíma de cultos sombrios e magia negra e precisa chutar o traseiro de demônios das profundezas do inferno para sobreviver, num roteiro que pode não ser a nova maravilha do mundo, mas pelo menos é bem amarrado.

O que SH2: Restless Dreams (a versão expandida, que foi a que eu joguei) e SM fazem é esquecer a magia negra e fazer um terrorzinho psicológico de 5ª com muitas perguntas e pouquissímas respostas. Por isso meus caros, qdo alguém pede SH, recomendo apenas os que já citei: 1, 3 e 0rigins.

Qto ao Porva que está com dúvidas, uma dica: seus punhos são seus amigos. Esqueça as armas, dá pra passar o jogo todo (tirando chefes e alguns monstros grandes) na porrada tranquilamente. Nos demais, canos, martelos e espadas também são seus amigos ;)
Comentário de XETWS, em 28/7/2010, às 11:53
HUMMM ENFERMEIRAS ZUMBI ESTRANHAMENTE SEXY!!! (COM CARNE MOÍDA?) rs
Comentário de Victor Kruger, em 28/7/2010, às 11:40
Caro Porva, ao jogar qualquer Silent Hill, lembre-se da seguinte palavra: CORRA!
Quando joguei o primeiro Silent Hill, eu agonizava com a constante falta de munição e remédios no meu inventário, mas depois fui percebendo que é bem fácil fugir correndo dos inimigos, pelo menos nos ambientes abertos. Isso me ajudou a sobreviver até pegar o martelo, única arma branca do jogo que realmente é eficiente. Poupe sua munição para ambientes fechados onde não é possível fugir dos inimigos, e guarde as armas mais fortes apenas para os chefes.

Espero ter ajudado.
Comentário de Castle Bravo, em 28/7/2010, às 11:22
@Porva

Exatamente, esta é a essência de um Survivor Horror, você precisa tentar sobreviver ao horror, não o contrário, de o horror tentar sobreviver a você, cheio de armas e munições.

Atire somente quando for necessário, economize o máximo possível de suprimentos, e fique atento ao mapa e ao seu redor.

Sobre o Shattered Memories, sou muito, muito fã da franquia e já joguei até o fim (mais de uma vez) todos os jogos da série, e em minha opinião, esse foi um dos, senão O título mais fraco.

Esperei muito por um remake do primeiro jogo, ainda mais no Wii, um console onde poderia haver muitas possibilidades de explorar a jogabilidade com o controle, e qual foi o resultado geral? um jogo sem tensão alguma, afinal NÃO HÁ INIMIGOS NEM RISCO ALGUM na cidade normal, a única possibilidade de morrer é quando tudo congela e é aquela correria chata, onde em caso de morte, é só dar um continue que a correria começa denovo, praticamente de onde parou, ou seja, um jogador com um pouco de persistência, passa fácil fácil, seja qual for sua habilidade.

Ítens estupidamente mal colocados, com as chaves normalmente ao lado ou muito próximas de onde abrir as portas são quase uma ofensa a quem é fã da série.

Pontos positivos? gráficos, o psicólogo, os raríssimos puzzles e o final que de uma maneira ou outra faz todas as atrocidades do enredo terem algum sentido.
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