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Pensamentos Delfonautas
O Maravilhoso Mundo Das Notas Musicais

Publicado em 9/5/2011 às 00:00


Nota: A coluna Pensamentos Delfonautas é o espaço para o público do DELFOS manifestar suas opiniões e pensamentos sobre os mais variados assuntos. Apesar de os textos passarem pela mesma edição que qualquer texto delfiano, as opiniões apresentadas aqui não precisam necessariamente representar a opinião de ninguém da equipe oficial. Qualquer delfonauta tem total liberdade para usar este espaço para desenvolver sua própria reflexão e, como não são necessariamente jornalistas, os textos podem conter informações erradas ou não confirmadas. Se você quer escrever um ou mais números para essa coluna, basta ler este manual e, se você concordar com os termos e tiver algo interessante a dizer, pode mandar ver. Inclusive, textos fazendo um contraponto a este ou a qualquer outro publicado no site são muito bem-vindos.

Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu prazer ao ouvir uma música de gênero diferente daquele que gosta. Imagine só falar isso diante de uma turminha true from hell! É linchamento na certa! O que essas criancinhas não entendem é que, se não fosse a pré-existência de outros gêneros, o nosso tão amado Heavy Metal seria muito diferente, quiçá nem existisse.

Mas eu não quero falar da origem deste gênero, suas influências e tal, quero simplesmente expor os motivos que me levam a crer que é perfeitamente natural gostarmos de outros gêneros musicais, alguns dos quais a plebe ignorante dá risadas quando dizemos que têm a ver com o Metal.

O que nos faz gostar de determinado gênero musical? Apenas a sonoridade, ou seja, o seu arranjo instrumental? Responder “sim” a esta pergunta me parece muito leviano. Há algo muito mais profundo e espiritual do que isso, algo que penetra na alma muito mais do que meros timbres. Creio que o principal motivo que nos leva a bater palmas para este ou aquele tipo de música seja outro, e é até bastante óbvio: o feeling, ou, como prefiro aqui chamar, a atmosfera da música.

Fala aí, quantas vezes você já não ouviu uma música não pesada cuja atmosfera era parecida com a de uma música pesada da qual você gosta, e por isso mesmo acabou lhe agradando? Isso é mais comum do que muitos imaginam. O problema é que os trues jamais admitirão isso (pelo menos enquanto ainda forem virgens).

“Ah, mas eu gosto apenas de som pesado!”, exclama o delfonauta. Tudo bem. Mas aí eu pergunto: você gosta de tudo que é pesado? Já estou até ouvindo um sonoro “não”. E por quê? Ora, porque nem tudo que é pesado tem aquela atmosfera de que você gosta. E pode ter certeza, certas atmosferas não são exclusividade de apenas um gênero musical. Algumas vezes certos gêneros são considerados distintos apenas por questões de arranjo instrumental.

Quem nunca ouviu uma Dance Music que tinha uma linha melódica similar às de Metal Melódico, por exemplo? Ou um Techno com riffs que lembravam um Thrash? E, pasmem, música brega, daquelas bem choronas, que fez você pensar em Gothic/Doom?

Poderíamos até dizer que, eventualmente, certas canções poderiam pertencer a um gênero, mas estão “disfarçadas” de outro por “culpa”, simplesmente, dos benditos arranjos instrumentais. Aliás, o que é esse tal de Sertanejo Universitário senão Pop Rock/Hard Rock sem peso e sem lindas guitarras, ou seja, “disfarçado” de música sertaneja?

É claro que a sonoridade nos atrai (e muito) para um determinado gênero musical, mas temos que concordar que, se não fosse sua atmosfera, certamente torceríamos (e torcemos) o nariz para ele.

Particularmente, eu já cheguei à conclusão de que tudo de que eu gosto tem a mesma essência. Pode não ter a mesma origem, mas a “alma” é a mesma. É diferente, mas ao mesmo tempo é igual, entenderam? Metal, Rock, New Age, Música Clássica, Folk, música Andina e Árabe, etc. Demorei um pouco a sacar, mas agora sei que tem um motivo para eu gostar de tudo isso: a atmosfera, cacilda! Quero dizer, em música clássica só me agradam aquelas músicas com atmosferas parecidas com as que eu encontro em músicas de Metal ou New Age (por exemplo) de que gosto, e por aí vai.

No fundo, tudo tem uma ligação. É como se fossem todos membros de uma mesma família. São diferentes, cada um com sua individualidade, mas todos estão ligados pelo sentimento, pelo feeling.

Para concluir, fica aí a mensagem de que não devemos ter preconceitos. A música não é para segregar, mas para divertir. Seja ao som de um doce violino, ou de uma guitarra vitaminada, a festa continua, e todos estão convidados.

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Comentário de Birimbeto, em 17/5/2011, às 00:09
O Luíz levantou uma questão muito interessante sobre o fato de gêneros totalmente opostos agradarem uma mesma pessoa, mas, pelo que pude perceber dos comentários, a galera não sacou legal o que ele queria dizer
Comentário de Phillip D'loup, em 9/5/2011, às 19:47
Eu tenho preconceito. Não me coloque pra ouvir Vitor e Leo nem luan santana nem nada do gênero. Eu não suporto e eu nunca vi uma musica do estilo da criança (seja qual for o nome daquilo) com QUALQUER valor artístico.

E funk carioca não é música. sequer consegue se passar por musica.

Isso é preconceito? sim! Ok, jamais espancaria alguém por causa disso, mas também jamais respeitaria um funkeiro.

Deixando o papo de preconceitos de lado, concordo com o @victorcamilo. Seu argumento sobre atmosfera está meio mal encaixado no texto. pois as pessoas podem gostar de atmosferas muitos diferentes. Eu gosto tanto de Seek & Destroy do Metallica quanto Kimi to onaji aozora da Yumi Matsuzawa. 2 climas completamente diferentes.

Ah, e pode colocar alguns technos/pops aí como lady gaga, beyoncé, katy perry e Daft Punk. Atmosferas um tanto quanto diferentes dos outros 2 exmeplos.
quanto a transmição de mensagens, musicas devem transmitir algo, fato, mas por que não divertir também? Rhapsody of Fire não passa mensagem nenhuma, mas eu ainda amo eles XD. (aí a atmosfera é valida) besides.

E sim, a semelhança de atmosferas pode abrir nossas mentes cada vez mais para outros estilos musicais.

Já que esqueci o resto do meu discurso XD é isso aí. See ya~
Comentário de Ocultman®, em 9/5/2011, às 18:08
Verdade, sempre tive essa impressão de que sertanejo universitário é um pop rock do guitar hero (só que a guitarra deu mau contato - haha). Aliás, essa onda de "emPOPizar" tudo com esse sobrenomes " universitário é mais descarada que usar os já conhecidos "new", "eletro" ou "techno". O Rammstein, por exemplo é rock? Metal? Pode chamar de Industrial, na verdade, é o Rammstein é uma boa prova de que não importa o rótulo. É preciso ouvir com os ouvidos do coração (O.o), e você vai ter grandes sensações. 
Comentário de ledzippn, em 9/5/2011, às 11:22
WOW, belo texto Luís Gonzaga (i got your point here, bro)

Eu me lembro que no Encontro Delfiano, o Corrales me perguntou se eu larguei o metal e virei punk ou rockabilly, pois estava com um falso moicano/cabelo Stray Cats e uma camisa do Misfits. Eu respondi que não, que estava apenas me vestindo e ouvindo o que gosto, não só Metal, não só punk, etc.

E é isso mesmo. Musicas de bandas tanto como U2 quanto Darkthrone até The Cure me chamam a atenção, e eu adoro essas bandas. Eu lembro que quando eu era desses tr00s, eu escondia todas as bandas que não eram Metal e Hard Rock no meu computador (nunca as colocaria no Ipod) e as ouvia apenas com o "o que você esta ouvindo" do MSN e o scrobble da Last.FM desligado... Cara, que completa babaquice. Gosto é gosto, gente. Musicas estão aí pra chamar a nossa atenção mesmo, nos encantar, é o escape de muita gente (eu incluso) do mundo. E o que nos encanta, uma das coisas que nos encanta, aliás, é a atmosfera da musica, o que nos chama a atenção nessa musica, o que nos atrai. Por exemplo, eu como o @VictorCamilo não gosto quando a música não nada artistico nela, quando é feita só ara vender. Mas tem (muita) gente que gosta pois aquilo ao contrário de mim os atrai para ela...

Pois é, música tem que ser feita com alma, tem que nos dizer alguma coisa, não só falar que vai se divertir, divertir, divertir numa sexta feira ou sobre a espada esmeralda. Motorhead, AC/DC e Ramones sempre fizeram a mesma música por anos a fio, mas ao menos a musica deles fazem sentido pra mim (gosto e afinidade galera), ao contrário de um metal melódico forçado por exemplo. Mas como disse, gosto é gosto, metal melódico tem coisas que atraem os fãs, tem qualidades, mas que não me atraíram, assim como AC/DC, Motorhead e Ramones pode não os atrair tambem. Isso é música.

Eu tenho tanto amigos com gostos musicais quase que iguais, quanto MUITO diferentes... aqui no Delfos inclusive, e isso entra nos dois quesitos.
Mas vou me tomar como exemplo mais uma vez, desculpem, eu conheci uma menina que acabamos por descobrir que nosso gosto musical (dentre outras coisas) era IGUAL. O que nos atraía numa musica era exatamente A MESMA COISA. Nossas musicas preferidas eram AS MESMAS. E nossa opinião a respeito disso tambem é a mesma. Isso não acontece muito no mundo, e por acaso essa garota veio a se tornar minha namorada...

Enfim, pode parecer estranho mas eu concordo tanto quanto com o Luís quanto com o @VictorCamilo.

PS: Não entra nesse campo, aqueles inúteis que chegam a bater numa pessoa por causa do gosto musical dela...
Comentário de Eduardo, em 9/5/2011, às 09:05
@VictorCamille
É como dizem: Foi feita com a alma.
Em falar em música de raiz, observe o Apocalyptica nordestino: http://www.youtube.com/watch?v=F5omZINMYxs&feature=player_embedded
Uma fusão bem abençoada pelo vento preto entre viola e heavy metal.
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